sexta-feira, 4 de junho de 2010

Do marasmo intelectual


Continuo em uma fase estranha em relação as minhas leituras. Na verdade, em um marasmo intelectual, digamos assim. Começo e não termino as obras que quero ler e não consigo dar continuidade – e, muitas vezes, nem início – as leituras acadêmicas.

No entanto comecei Ciranda de Pedra meio que esperando parar antes do fim por qualquer motivo que fosse, entretanto Lygia Fagundes Telles, mais uma vez, me envolveu de uma maneira que não quero mais largar o livro. É verdade que, dessa vez, o timming foi perfeito. Um livro interessante e envolvente em um momento onde há um certo tempo para lê-lo. Estou maravilhada com a leitura.

Das páginas:

“A distância mais curta entre dois pontos pode ser a linha reta, mas é nos caminhos curvos que se encontram as melhores coisas.” (Lygia Fagundes Telles – Ciranda de Pedras, pág. 135).

“E teve vontade de se esmurrar nas faces que coravam por qualquer motivo, nos olhos que facilmente se enchiam de lágrimas. Delatores.” (Lygia Fagundes Telles – Ciranda de Pedra, pág. 48).

“...lá estavam eles como se nada tivesse acontecido. A chuva caía sobre os mortos mas ninguém pensava nos mortos.” (Lygia Fagundes Telles – Ciranda de Pedra, pág. 92).

“O tempo incubira-se de suavizar-lhe os traços e agora ali estava refletida no espelho a delicada imagem de uma moça sorrindo de si mesma na tentativa de reconstituir a antiga expressão da meninice. Onde se escondera o rostinho anguloso, agressivo?” (Lygia Fagundes Telles – Ciranda de Pedra, pág. 108).

Agora? Norah Jones.

Um comentário:

Arturo Meio Ambiente disse...

A Lygia tem bons contos! um deles é as horas nuas, gostei muito do blog abs