quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Sessão dupla


Na última terça-feira fiz uma sessão dupla no cinema. Nada melhor do que passar uma tarde consigo mesma, ver bons filmes e dar uma volta na Saraiva – Da qual, naturalmente, não resisti e acabei saindo com mais um título nas mãos.

Pois bem, decidi ver filmes brasileiros. A começar por 5 Vezes favela – agora por nós mesmos. Por ser um dia de semana à tarde, não esperava que a sala estivesse cheia. Meu raciocínio se provou correto.

Fui a primeira a chegar. Em seguida, dois rapazes falaram da porta: “Nossa! O filme é tão bom que não tem ninguém.” E foram embora. Com o tempo, chegaram mais algumas pessoas. Por fim, os dois rapazes de antes entraram na sala acompanhados de mais alguns garotos. As luzes ainda estavam acesas e eles começaram a falar alto e comentar algumas coisas. Eu, confortavelmente sentada na minha poltrona, pensei: “Não é possível que vá me irritar com garotos falantes durante essa sessão”. Mesmo assim, me contive. Afinal, nem os trailers tinham começado.

O combinado deles era mudar de sala às 16h, para um filme mais interessante. Vejam bem, se tratava de um filme nacional composto por cinco curtas metragem. Bem específico, não? No início do segundo curta um deles solta a pérola “Olha aí, vai começar tudo de novo”. Mas a verdade é que eles se contiveram e a projeção foi tranquila.

Às 16h houve uma pequena movimentação, acendeu-se um celular, a constatação da hora. Mas, no fim, eles decidiram permanecer até o término da sessão. Eu, à distância, acompanhei tudo e, para ser bem sincera, fiquei feliz. O filme é bem interessante, cada curta tem um brilho especial. Foi bom ver que o grupo primeiramente desinteressado cedeu ao encanto desses curtas metragem.

Em seguida: Tropa de Elite 2, pela segunda vez. Bom, segunda vez para mim porque para assistir a esse filme encontrei a minha mãe que estava vendo o longa pela quinta vez. Isso mesmo, quinta vez.

Apesar de o filme estar em cartaz desde o dia oito de outubro e de – relembro – se tratar de um dia de semana à tarde, havia bastante gente na sala (talvez metade). E o incrível é que a participação é sempre alta.

Explico: a manifestação de satisfação quando um corrupto se dá mal é alta e em bom tom. A desaprovação em relação às barbaridades cometidas em todas as esferas de poder também é visível (e audível). É engraçado como um filme consegue mexer com tantas pessoas diferentes de uma mesma maneira. E como elas não conseguem se conter diante das provocações (e das explicitações) apresentadas na tela. Não é à toa que Tropa 2 esteja causando esse alvoroço todo.

Agora? Billi Holiday.

Imagem: Google.

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