sexta-feira, 21 de maio de 2010

Robin Hood (Robin Hood)


Robin Hood (Robin Hood)
EUA/ Inglaterra/ 2010/ 140 min
Direção: Ridley Scott
Roteiro: Brian Helgeland, Ethan Reiff, Cyrus Voris
Elenco: Russell Crowe, Cate Blanchett, Max von Sydow, William Hurt, Mark Strong, Oscar Isaac, Danny Huston, Eileen Atkins, Mark Addy, Matthew Macfadyen, Kevin Durand, Scott Grimes, Alan Doyle, Douglas Hodge

Depois de tantas críticas negativas confesso que não estava nada empolgada para conferir essa releitura de Robin Hood trazida às telas por Ridley Scott. Mas fui mesmo assim. Impacto, hum... mediano.

Antes de tudo: não, essa não é uma cópia de Gladiador e, embora muitos críticos levantem essa bandeira, defendo a posição contrária. Algumas semelhanças? Sim: trata-se de um épico com o mesmo protagonista, o mesmo diretor e uma fotografia semelhante, por exemplo, mas são dois trabalhos distintos. Especialmente se levarmos em consideração o trajeto do herói e a sua personalidade. Maximus e Hood são muito distintos entre si. O primeiro procura vingança e apresenta o mesmo caráter do início ao fim do filme, já o segundo é mais “canastrão” e brincalhão. Honesto, mas sem grandes preocupações e, no decorrer do filme, muda de ponto de vista e de atitude.

Como já se sabe, o longa apresenta um Robin Hood nunca antes visto nas telonas. Nada de roupinhas verdes e “roubar dos ricos para dar aos pobres”. No épico de Scott você vai conhecer o homem antes de se tornar a lenda. A idéia é contar o início, aquilo que ainda não foi abordado antes, de maneira realista.

Robin Longstride (Russel Crowe em sua quinta colaboração com o diretor) é um arqueiro do exército do Rei Ricardo Coração de Leão (Danny Huston). O exército inglês está voltando falido da Pérsia à Inglaterra, após 10 anos de cruzadas. Por onde passa saqueia castelos. É nesse contexto que conhecemos Longstride, um homem honesto e sincero que acaba sendo preso pelo próprio exército inglês ao lado dos seus amigos Will Scarlet (Scott Grimes), Allan A'Dayle (Alan Doyle) e João Pequeno (Kevin Durand). O grupo consegue fugir e acaba se envolvendo em uma grande trama de traição e conquista envolvendo França e Inglaterra. É essa saga que ajuda a transformar Longstride em Hood.

Tecnicamente o filme é bem construído: fotografia, montagem, trilha e som. Os atores também desempenham bem os seus papéis. O problema mesmo é o roteiro que desliza em questões básicas.

Por exemplo, [SPOILER!!!] No início do filme Robin é um homem honesto e de caráter, mas que não tem grandes preocupações além de se manter vivo e bem e de manter os seus amigos nessa mesma situação. Sem grandes explicações ou mesmo uma preparação ele se torna, instantaneamente, um homem engajado e a favor de toda da nação, disposto a lutar e fazer o necessário pelo bem do país e da sociedade. Pois bem, seria até aceitável ele passar a se preocupar um pouco mais uma vez que ao chegar em Nottingham cria raízes com uma família. Mas daí a, sem nenhum motivo aparente, virar líder social extremamente engajado e preocupado com a nação é um pouco demais.

Além disso, alguns elementos do roteiro são baseados na coincidência. Na primeira parte do filme o cavalo do Rei encontra magicamente o grupo de Robin no meu da floresta (!). Em outro momento: ao chegar a Nottingham, Robin encontra a única pessoa que conhece o seu passado e o seu pai que morreu quando ele tinha seis anos e de quem ele já não se lembrava. No processo de lembrar de onde veio e quem era o seu pai, o senhor detentor da história ajuda com algumas informações, mas no momento mais importante – ao revelar como o pai de Robin morreu – ele diz algo como “feche os olhos e lembre, você estava lá”. E ele lembrou (!!).

E, para encerrar, Lady Marion no longa em questão é uma mulher batalhadora capaz de reger uma casa com problemas e de tomar conta de si mesma, além de cuidar de outras pessoas também. Afinal, ele esteve nessa posição durante muito tempo, especialmente após a ida do seu marido à Cruzada, dez anos antes. Na batalha final do longa Marion se junta à briga. No momento em que encontra o responsável pela morte do seu sogro ela solta uma frase desnecessária de efeito (“Isso é por Walter”) e segue em direção a ele, mas acaba sendo derrubada por este e fica completamente indefesa para que o herói – Robin – possa salva-la e, de quebra, salvar o dia e também a Inglaterra. Bom, se ela tinha um perfil de guerreira esse momento fragilizado não casa com a personagem. Pelo menos não da maneira como aconteceu. Talvez se a luta tivesse sido maior e o golpe deferido contra ela mais intenso, mas como ficou não funcionou.

Apesar desses detalhes vale a pena conferir a nova roupagem que o personagem ganhou através do toque e da visão de Ridley Scott.

O Pessoal do Omelete fez uma entrevista interessante com Ridley Scott e Russel Crowe.


Agora? The Smiths.

2 comentários:

mi disse...

quero assistir! acho bem complicado essas comparacões que fazem e o tanto que alguns papeis prendem os atores. beijos

Yanka Vaz disse...

Oi amr, adorei sei blog.
Meu blog vai ser reinaugurado amanhã (domingo 23). Passa lá na nossa reinauguração tá cheia de novidade e coisa legal. Espero você lá ;).
http://yankavaz.blogspot.com/