sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Conversas com Woody Allen (Eric Lax)


Depois de dividir a minha cabeceira com Woody Allen durante dias, eis que terminei minhas conversas com o cineasta. Após ler a última das 480 páginas confesso que fiquei com uma sensação de vazio, uma saudade. Foram ótimos diálogos esses, restam-me os filmes para me consolar, não é?

Conversas com Woody Allen é uma compilação de entrevistas realizadas pelo jornalista americano Eric Lax desde o início dos anos 70 até 2009. O livro é dividido em sessões como Roteiro, Montagem, Seleção de Atores e Carreira, por exemplo. Cada sessão abrange diferentes etapas da carreira do cineasta. São entrevistas realizadas em épocas distintas, o que ajuda o leitor a observar a evolução do entrevistado em diversos aspectos e também nessas etapas específicas da produção cinematográfica.

O livro é interessante, abrangente, divertido e encantador. Woody Allen tem uma imagem muito diferente daquela apresentada por muitos cineastas renomados. Além disso, a realidade de mercado americana – como se sabe – é completamente diferente da brasileira, o que torna a leitura ainda mais interessante. Em especial para os apaixonados pelo cinema e aqueles que trabalham ou pretendem trabalhar com isso.
Extremamente educado e cortez, Allen apresenta uma visão de cinema e também de mundo muito interessante através do seu pessimismo crônico - que transparece em seus filmes. O senso de auto-crítica do cineasta também é impressionante, assim como a sua personalidade. Definitivamente uma leitura deliciosa!

Vale lembrar que Woddy realizou mais de 40 filmes, seja à frente da direção, do roteiro ou atuando (na maioria das vezes nas 3 funções ao mesmo tempo). Fica a dica!
O mais interessante do livro, para mim, foi perceber a sua capacidade criativa mais claramente. De gerar e criar novas histórias e personagens muitas vezes, inclusive, abordando um mesmo tema, mas de uma maneira diferente. Essa capacidade de sentar e escrever constantemente em qualquer situação me impressionou muito. E as páginas reveladoras conduzidas por Eric Lax apresentaram facetas do cineasta que eu desconhecia.

O livro é repleto de pontos interessantes, mas não vou comentar demais para não estragar nada para quem ainda não leu. Fica a dica de uma ótima leitura.

Encontrei aqui uma entrevista com o autor do livro que fala bastante do que foi impresso na edição.

Agora? Feist.

2 comentários:

Diu Mota disse...

Você fez eu ficar com vontade de lê-lo.
Feliz ano...
inté

Canto da Boca disse...

É sim, uma boa análise de um livro, faz com que tenhamos vontade de mergulhar na leitura.

Um 2010 muito bacana para ti.

;)