sábado, 5 de março de 2011

Bukowski antes da folia


O carnaval rolando... mas antes de sair para ver Otto, Vanessa da Mata e Lenine, algumas mensagens de Bukowski:

"Minha ambição é consumida pela preguiça." (pág. 90);

"Francamente, eu estava horrorizado diante da vida, o que um homem precisava fazer para comer, dormir, manter-se vestido. Então fiquei na cama enchendo a cara. Quando você bebia, o mundo continuava lá fora, mas por um momento era como se ele não o trouxesse preso pela garganta." (Pág. 55);

"Eu lhe dei meu tempo. É tudo que tenho para oferecer. É tudo o que um homem tem a oferecer. E pelo quê? Para ganhar um dolarzinho chorado e 15 centavos por hora." (Pág. 94);

"Eu era um homem que se fortalecia na solidão; ela era para mim a comida e a água dos outros homens. Cada dia sem solidão me enfraquecia. Não que me orgulhasse dela, mas dela eu dependia. A escuridão do quarto era como um dia ensolarado para mim. Tomei um gole de vinho." (Pag. 33);

"O que nos diferenciava era a grana e o desejo de acumulá-la." (Pág. 52);

"Isto era tudo de que um homem necessitava: esperança. Era a falta de esperança que desencorajava um homem. Lembrei de meus dias em Nova Orleans, vivendo de duas barras de caramelo de cinco centavos por dia, ao longo de várias semanas, para ter tempo livre para escrever. Mas passar fome, infelizmente, não melhora a arte. Apenas a obstrui. A alma de um homem está profundamente enraizada em seu estômago. Um homem pode escrever muito melhor após comer um belo pedaço de filé acompanhado de uma dose de uísque do que depois de uma barra de caramelo de um níquel. O mito do artista faminto é um embuste..." (Pág. 52) (O trecho foi destacado por minha conta).

-> Trechos do livro Factótum de Charles Bukowski.

Agora? Vanessa da Mata para aquecer.

2 comentários:

Diu Mota disse...

As palavras cairam em cheio para o profano. E viva aos pitacos!

Caleidoscópio disse...

Que bom!=*