domingo, 24 de outubro de 2010

Do silêncio necessário


Outro dia estava dando uma olhada na Bravo! desse mês e li uma entrevista realizada com o cineasta Hector Babenco (Carandiru).

Além de diretor de cinema, Babenco também trabalha com teatro. A entrevista aconteceu porque, atualmente, ele está à frente de um novo espetáculo, uma adaptação do livro Hell: Paris 75016, da francesa Lolita Pille que retrata o estilo de vida controverso da juventude rica da França.

Dentre as perguntas e respostas, um tanto polêmicas em determinados momentos, uma especialmente chamou a minha atenção:

Bravo!: "Em que o teatro é diferente do cinema?

Babenco: "Ver uma peça hoje é muito mais mágico do que ver um filme. Primeiro porque ninguém come pipoca no teatro nem faz barulho com o canudo da Coca-cola, algo que me irrita estupidamente. Eu ainda sou daquelas pessoas que gostam de ver as coisas em silêncio..."

Pois bem, para mim é a mesma coisa: está cada vez mais difícil compartilhar os momentos de projeção com mais pessoas porque eu também sou do tipo que precisa ver as coisas em silêncio para me concentrar, me entregar, me envolver e até mesmo analisar. É tão frustrante estar numa sala de cinema onde as pessoas não conseguem se controlar, conversam demasiadamente, fazem baderna, atendem ao celular. O pior é que não se limita a uma determinada faixa etária, nem a um determinado gênero de filme, a educação está em extinção.

Imagem via google.

Agora? John Mayer.

2 comentários:

Diu Mota disse...

Bravo! Queria ter dito essa frase- a educação está em extinção. E não estou sozinha(pensei que fosse pura implicância minha).

abraço!

Diu Mota disse...
Este comentário foi removido pelo autor.