quarta-feira, 6 de maio de 2009

O Casamento de Rachel (Rachel getting married)


O Casamento de Rachel (Rachel getting married)
EUA/ 2008/ 114 min
Direção: Jonathan Demme
Roteiro: Jenny Lumet
Elenco: Anne Hathaway, Rosemarie Dewitt, Mather Zickel, Debra Winger


Kym (Anne Hathaway – de O Diário da Princesa e O Diabo Veste Prada) é uma mulher viciada em drogas. Há dois anos, esteve envolvida em um acidente de carro que resultou em uma morte. Após ficar internada em uma clínica de reabilitação, recebe alta e consegue voltar para casa justamente à tempo de encontrar toda uma preparação e agitação para o casamento da sua irmã mais velha, Rachel (Rosemary DeWitt).
É nesse clima frenético de preparativos e novidades inesperadas que Kym tenta se readaptar à sua antiga vida, mas sem o auxílio das drogas e sabendo que todas as pessoas ao seu redor conhecem suas falhas, problemas e erros. Além disso, ela ainda precisa encarar os fantasmas que ainda a perseguem.
Problemas familiares, de relacionamento, de sentimentos de exclusão e até mesmo de culpa e de culpados vêm à tona, mas ao contrário do que se pode imaginar – ela, pelo menos – o seu comportamento atual e passado, além dos eventos ocorridos, não afetaram apenas a própria Kym, mas também toda a sua família, então muitas questões inacabadas e – muitas vezes – intocadas vão ser levantadas pelos membros da família.
Uma das principais questões é o fato de Kym acreditar que absolutamente tudo está relacionado à ela. Essa “síndrome do centro das atenções” acaba desencadeando muitos problemas com sua irmã.
A câmera inquieta, um tanto nervosa e bastante movimentada (na mão, em boa parte do tempo) do diretor Jonathan Demme (O Silêncio dos Inocentes) dá a sensação de que o espectador também está de visita para aquela festa e que, por um momento, faz parte de tudo.
Para completar o carnaval, o casamento se trata de um corte-colagem de diversas culturas, com muitos saris, guitarristas, funk, reggae, e muito mais que ainda em cena, mas flui naturalmente.
É bem verdade que algumas cenas se tornam um pouco longas como aquela onde o próprio casamento do título é celebrado. Também é verdade que as histórias e os conflitos apresentados não são aprofundados, muito menos as “resoluções” encontradas, mas isso não prejudica a obra que consegue envolver e despertar no público um certo carinho por todos os envolvidos na trama. Outro ponto interessante do filme é a trilha sonora discreta e marcante, além da química entre os atoras e a surpreendente atuação de Anne Hathaway. Muito bom!

2 comentários:

Pequeno Nicolau disse...

super legal! quero ver!

mas eu n li o post! hahaha...vc sabe pq né? leva a mal n!


:****

Ricardo Calmon disse...

Li e gostei!

Quero mais para pitacos deixar!

Viva a Vida!