quarta-feira, 23 de maio de 2012

Tudo isso

Todas as palavras se tornam vazias. E o silêncio corta fundo.
A solidão acompanhada é a mais difícil.
Complicado também é encarar toneladas de lembranças, de carinhos e de lembretes que, agora, estão revestidos de arrependimentos e tristezas.
Não existe gaveta tão funda que comporte tudo isso.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Detalhe

Em busca do belo. Não aquele que apenas se reflete no espelho, mas sim da beleza que está em cada detalhe.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Ah! O amor

Porque o amor, ah! O amor cura tudo! Ele vem com essa força que não se explica e vai cicatrizando o que precisava de acalento. Não amor o piegas e até clichê... Não aquele amor de dia dos namorados, mas o amor pela vida. Essa que vem junto de cada respirar.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Do recordar

Retornou ao antigo baú de recordações. Às palavras escritas e, por vezes, esquecidas. Às fotografias desbotadas, aos arcaicos CDs abandonados. Fez uma visita ao ontem na esperança de, quem sabe, voltar a ser o que foi. Olhava para traz com um gosto agridoce na ponta da língua. A saudade doce do que já foi e da expectativa que já não existia e também com o amargo do que não mais lhe servia.


Abriu o baú com mãos trêmulas e com o corpo cansado. Deixou-se levar pela mão.

Agora? Little Joy.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Eterna perda

E quando aquela vontade absurda de ser, de falar, de escrever e de expressar invade cada poro do ser? Mas, ao mesmo tempo, não se sabe bem por onde começar ou como elaborar ideias coerentes. Ou mesmo quais palavras querem sair a fim de tomar vida lá fora.

E se o poço estiver vazio, embora se acredite que ainda esteja cheio? Ou se, pelo contrário, esteja tão abarrotado de sentimentos e necessidades que seja difícil enxergar a riqueza de tudo isso e se comece a cogitar o vazio?

A eterna perda de tempo necessária.

O perder-se para, quem sabe, encontrar-se.

Agora? Los Hermanos.
 
Imagem: Troche.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Sem eixo


Perdera o eixo e agora já não sabia manter o equilíbrio.
Mas, pensando bem, será que algum dia realmente soube? Ou apenas se agarrava às moletas que lhe eram fornecidas?

Agora sim, amputara o último apoio e, na verdade, não tinha certeza sobre como seguir sobre os dois pés sem se deixar derrubar.
 
Agora? Gotan Project.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Sem forma


E a vida seguindo nessa eterna confusão de ir e vir. Como uma maré ressacada e atordoada que não sabe se vai ou se fica. Desencontros de ideias e pessoas. Mágoas desnecessárias e sofrimentos banais. Se o sol está brilhando e a respiração mantém seu ritmo, por que perder tanto tempo? Não sei, mas de uma maneira ou de outra, parecia sempre desperdiçar o movimento dos ponteiros. Derretido. Amorfo. Tal qual Dalí havia previsto.

Agora? Chico Buarque.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Verdade


O problema de entregar a alma é não se satisfazer com o entregar-se. É esperar verdade. E verdade é artigo raro. Pelo menos aquela verdade visceral que acolhe, acalenta, acalma, adocica e também machuca.

Esse era o seu pensamento segundos antes de decidir se dava um passo para frente ou para trás.

Agora? Mombojó.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Dançar


Do Esperando virar a touca via...

Agora? Marcelo Jeneci.